love will tear us apart
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“Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil.”

— Charles Bukowski
“A raça humana exagera tudo: seus heróis, seus inimigos, sua importância.” Charles Bukowski.
“Cães tinham pulgas, homens tinham problemas.” Charles Bukowski.
“A arte é sobretudo uma forma de expressão. Ela me mantém viva porque, por mais que eu me cale e me tranque em meu mundo interior, através dela eu consigo gritar.” Elisa Bartlett
“Os pássaros já haviam despertado, cantando, mas ainda estava escuro como breu. Logo as pessoas estariam se dirigindo para as autoestradas. A gente ouviria as autoestradas zumbirem, outros carros sendo ligados por toda parte nas ruas. Enquanto isso, os bêbados das três da manhã do mundo estariam deitados em suas camas, tentando em vão dormir, e merecendo esse repouso, se pudessem encontrá-lo.” Charles Bukowski, no livro “Numa Fria”. Porto Alegre: L&PM, 1993.
“No fundo, tudo isso é sobre solidão. Por mais que eu caminhe entre tantos passos, veja tantos olhares e abrace tantos braços, no fundo, no amargo âmago, não há nenhum amigo. No fundo, bem dentro do meu caule, onde não existe mais água, nem seiva, onde nem oxigênio alcança, estou sozinha. Uma solidão que a gente só sente quando não espera sentir. No transtorno de um parque, entre sons, pessoas e insetos ou em uma manhã qualquer, quando só ouvimos o café ralo descer pela garrafa. E a gente se sente o pó. Um mínimo grão que nasceu só, e por mais que assim não viva, dessa forma morrerá. Lá dentro há um vazio, que não pode ser preenchido por coisa alguma, um vazio só nosso. Não algo que escondemos, mas algo que não mostramos. No fundo, sou só-lidão. Que por mais que eu beije alguns beijos, fale algumas falas, escreva alguns escritos, não me abandona. Só me surge no meio da tarde, enquanto leio um livro ou vou ao cinema, esteja eu sozinha ou acompanhada. Esse sentimento, nem meus mais profundos orgãos alcançam, só os mais internos sentidos sentem, assim, sem se doer, sem lamentar, sem se sentir. Porque precisamos aceitar: estamos sós, sozinhos, em qualquer lugar, porque a solidão nasce em nós e não morre. No fundo, mesmo amando tantos amores, conhecendo tantos conhecidos, a gente só lida com a solidão.” — Rio-doce
“Frequentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir.” Charles Bukowski.
“Eu absolutamente não tenho prazer em estimular algo que eu, por vezes, caí com tanta indulgência. Não foi pela busca do prazer que eu tenho arriscado a vida, a reputação e a razão. Foi apenas uma desesperada tentativa de escapar de memórias torturantes, de um senso de insuportável solidão e o horror de alguma estranha maldição repentina.” Edgar Allan Poe.
“Bem, todos morrem um dia, é simples matemática. Nada de novo. A espera é que é um problema.” Charles Bukowski.
“Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssimo em tudo.” Charles Bukowski.
“E ele tinha me amado, talvez até mais do que podia amar. Mas em momentos de total desesperança preferia acreditar que havia sido tudo mentira. Era muito duro acreditar que todas aquelas lembranças boas não voltariam a se repetir.” — Liesel, 1987
“Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma
morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma.” Paulo Leminski.
“E disse para mim mesmo, repeti para mim mesmo, algum dia serei tão feliz quanto vocês, esperem para ver.” Charles Bukowski.

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